09 fevereiro, 2011

O primeiro dia de aula

 No primeiro dia, muito à vontade. Mesmo assim fiquei por lá para garantir.

A maioria das crianças não precisa ir à escola ainda bebês. Esta é uma fase tão frágil e cercada de cuidados, que os pais preferem curti-la em casa em tempo integral, geralmente com a ajuda de uma babá. Mas para você foi diferente. Sua mãe conseguiu um emprego, eu também já trabalho e vovó Graça não tem tanta energia assim para correr contigo pela casa e ainda inventar brincadeiras que ocupem teu dia inteiro.
Então tomamos a decisão de te matricular no maternal da escola em que eu estudei toda minha infância. Conhecemos o espaço, a linha pedagógica, as diretoras. Estamos tranquilas para entregar a elas o complemento da sua educação, porque sabemos que isto será feito com muita responsabilidade, rigor, mas também com muito amor.
Entrando na escola assim tão pequenininho, ela será como o quintal da sua casa, um lugar onde você vai para descobrir um novo mundo e exercitar a criatividade. E com o tempo ela irá representar muito mais que isso. O encontro com seus melhores amigos, suas primeiras escolhas, o lugar onde você irá praticar esportes, conhecer seu primeiro amor, ter suas primeiras brigas e decepções.
E se foi difícil decidir te colocar numa escola ainda bebê - quando sequer aprendeu a falar - escolher este lugar foi fácil. Não há no Recife nenhum outro melhor, não para nós. Agora é só torcer para cada dia ser sempre o mais divertido e que você seja ainda mais feliz do que eu fui por lá.

05 fevereiro, 2011

Sem clima

A mãe de Maria Antônia preparou uma festa linda para comemorar o primeiro aninho dela. Foi um mega baile de carnaval.

Eu e Riva levamos você. Fomos todos vestidos de pirata, para já entrar no clima.

Apesar de todas as cores e brincadeiras, não deu para arrancar um sorriso seu. O problema foi uma febrezinha que chegou faceira e te deixou bem molinho.

Então foi basicamente assim que você passou todo o seu primeiro baile de carnaval. Bem abraçadinho no colo da gente.
Tudo bem, meu amor. A farra fica para uma próxima.

10 janeiro, 2011

New look

As ondinhas se foram.Numa tarde sem trabalho te levei a minha cabelereira Laís para detonar com tantos cachos que já te incomodavam de tão suados. Você ficou bem assustado. Mexeu o tempo inteiro, mas acabou deixando a moça trabalhar.

Pela cara você aprovou o resultado, né?

01 janeiro, 2011

Feliz 2011

Que os sorrisos desta foto se repitam muitas e muitas vezes neste ano que começa.
Nós, teus pais de coração, te desejamos um feliz ano novo, meu príncipe!

30 dezembro, 2010

Não sabe brincar!

Tias Al, Mack e Talita

Nhoc da sorte é uma tradição entre os amigos de tia Mack que se reúnem todo ano no dia 29 de dezembro para matar saudades e fazer pedidos para o próximo ano. Este ano a festa estava cheia de crianças, e claro que você foi. Tias apaixonadas te cercaram o tempo inteiro. Al foi uma das mais insistentes. Te ofereceu salgados, água. Fez de tudo para te conquistar.
A brincadeira era a seguinte, você fingia que iria dar uma torrada para Al comer, mas logo puxava a mão de volta e ela sobrava. Estava tudo divertidíssimo. O astral era de puro sorriso, até que Al errou! E comeu de verdade a torrada. Aí, meu nego, garganta pra que te quero, que teu grito foi grande. Lágrimas inconsoláveis rolavam por teu rostinho que ficava cada vez mais vermelho. E tia Al não sabia mais o que fazer. Desespero.
Enfim, precisamos te tirar de perto para você se acalmar. Mas a mágoa foi tão profunda que foi preciso cortar relações. Você não quis mais conversa com ela até o final da noite. Já as torradas... estas continuaram na sua mão até a hora de ir para casa. (Na foto ao lado, nós dois, Caio, tia Catha e as deliciosas torradas)

08 dezembro, 2010

E você já tem um ano!


A festa me rendeu uma ida a menos a Europa. Sim. Classe média é assim, ou viaja ou faz festa. Mas foi tudo tão lindo que nem tenho como me arrepender. Há meses vínhamos pensando em tudo. Tema, Toy Story. Casa de festas, Canto da Traquinagem. Festa de dia, na tua hora de mais energia.
Almoço para os convidados com mesa de crepes. Mesa da gula toda preparada por mim, mas com alguns petiscos de Tia Có, que também preparou com capricho o bolo de chocolate com três andares. Tudo muito gostoso, muito colorido e o mais importante, cercado pelas pessoas mais especiais da sua vida.

Na lista 70 adultos e umas 30 crianças. Uma centena de amigos e toda sua família te desejando muita felicidade nesta vida que está só começando, distribuindo amor num dia tão especial. Especialíssimo, para falar a verdade. Fizemos a festa no dia 8 de dezembro, Dia de N. Senhora da Conceição, a santa que já fez tantas coisas boas para nossa família.


Você até parece que entendeu que todos estávamos ali por sua causa, que apesar de haver tantas crianças brincando e correndo por todo lugar, aquele dia era todo seu. Desde a chegada olhou tudo com muita atenção e se apropriou do espaço.

A maioria dos brinquedos não estavam liberados para gente tão pequena, mas você soube se arrumar bem direitinho com as bolas, os bonecos e entre os braços que não queriam te largar. Foram tantos beijos, apertões, cheiros. E você curtiu cada carinho. Nosso bebê agora tão grande, quase um menino, teve e distribuiu alegria durante toda a manhã. A mais especial de sua vida desde o seu nascimento há pouco mais de um ano.

E se foi boa para você, também foi fantástica para seus convidados, que se sentiram acolhidos e amados. Não posso dizer se ano que vem a farra será tão grande, mas o amor... este só terá aumentado. Isso eu garanto.

Flashes do primeiro aninho

 
A mesa do Toy Story

Os primeiros a chegar, casa vazia livre para fotos

 Aí você chegou vestido de Wood, olhando atento para cada detalhe

E foi logo cercado de atenção...

 e carinho...

... por todos os lados.

Muita gente querida dividiu este dia com você. 
Sua bisa Carmelita era só alegria a cada movimento dos bisnetos.

Tia Adri e Thiago trouxeram Felipe


Veio também Caio, um mês mais novinho que você

Acompanhado de Davi e da mamãe Catha

Vieram as amigas de mamãe e papai, tia Wilma e tia Cella

E os amigos de tia Mack

Entre eles Helena, uma das mais animadas

Teve também um monte de Spinelli

Aqui estão Duda e vó Antonieta

E claro que suas bisas estavam por perto junto com tia Fátima

 Vovó Graça toda exibida com o aniversariante

Ah, meu amor, foram tantos os flashes. Coloquei aqui só alguns. E encerro com este, um poder que poucas crianças têm a chance de ter. Dividir a vida com os pais que te geraram e com outros que você mesmo elegeu para amar.

29 novembro, 2010

Duas novas

I. Sábado passado, nos acompanhando nas compras de Natal no Atacado dos Presentes Bento resolveu por em prática na hora certa uma nova palavra do vocabulário. Estava sentado no carrinho, olhando para as dezenas de "motocas" penduradas pelo teto quando gritou sem parar: dá, dá, dá, dá. Todas nos olhamos e caímos na risada. Muito oportuno, garoto!

II. Hoje, no meio de nosso telefonema do dia, enquanto eu lutava para fazer ele responder as minhas perguntas, a vó interrompeu a ligação.  
"O que foi que você disse a ele que ele não para de balançar a cabeça fazendo que não?"
"Ah, safado... Eu perguntei se o bebê estava trelando muito"  
"Pois é", retornou mainha, "ele continua garantindo que não".

Mãe até demais!


Por algum motivo, a vida não me deu filhos. Nunca entendi – e olhe que já perdi várias noites de sono pensando no assunto.
O sonho vinha da infância, como em qualquer menina. Queria alguém para chamar de meu, em quem me enxergar, para levar minha própria vida adiante. Afinal, essa é ou não a grande razão de nossa existência?
Para garantir o sonho, trabalhei arduamente durante anos. Esqueci camisinhas, perdi cálculos de tabelas, não tomei a pílula, vacilei pesado. Mês a mês, mais um resultado de “beta”: NEGATIVO. Acho que fiz mais exames Beta HCG que a maioria das mulheres normais. Eram de oito a dez por ano. NADA.
Muita tristeza já rolou neste coração por falta de um filho, ou melhor, de uma filha, que eu jurava, se chamaria Clara. Os caminhos me levaram cada vez para mais longe dela. Hoje minhas escolhas – conscientes, garanto – me fazem crer que não irei gerar uma vida. Mas agora a tristeza não é mais tão grande...


Por algum motivo Marcelle engravidou. Não entendi ainda – e olhe que já perdi várias noites de sono pensando no assunto.
Ela nunca quis ser mãe. Desde a adolescência encara a vida com leveza demais. Cerveja, samba, festas no fim de semana (e no meio também, por que não?). Marcelle ama a liberdade, a desorganização e é muito - eu disse MUITO - impaciente. Nunca teve a menor vocação para cuidar de ninguém, por isso sempre se protegeu dos imprevistos. Mas apesar de tudo, dizia que um dia teria um menino e o nome seria Bento. Até que este dia chegou.
Ela jura de pés juntos que você foi gerado logo na primeira vez que ela pegou seu pai de jeito. Tão felizes que estavam, acabaram não percebendo uns detalhes. E claro, houve muito amor de ambas as partes, mas ninguém esperava por um bebê.


De repente lá estava você em nossos braços. A cara de nossa gente. A mistura de nossa raça de mulheres marcada em seus traços, nos contornos de seu corpo pequeno. Os olhos de Marcelle, meu sorriso, o nariz que só ensaia aparecer, herança de D. Graça.
E ao ver que a vida continua em você, mesmo não saindo de mim, a tristeza fez as malas e partiu. Hoje eu nino a vida, a alimento, a educo, ensino palavras, guio seus passos, canto para ela dormir. Sou tia, mas amo muito além disso e chego a me perder neste sentimento.
A terapia diária agora é viver meu papel sem ultrapassar os limites. A maternidade surgiu bem torta para mim. Na verdade, ela nem surgiu. Não sou mãe. Sou um ser que redescobriu o amor e personalizou em você o sonho de cuidar de alguém.


E para completar, você adora ser o centro desta história, e prova isso quando, com toda sua inocência, se nega a me chamar de tia e chama nós duas de “mama”. Transita nos braços de uma “mãe” para outra de acordo com suas necessidades. Se aproveita de tanto amor para ser cada dia mais feliz.
De um lado, tenho a certeza de estar recebendo meu presente mais precioso.
Do outro, Marcelle nem se importa em dividir. Te doa um pouquinho para mim como quem me empresta seu melhor vestido, aquele sapato ainda não usado, uma jóia rara de família. Te cede para eu chamar de meu com o mesmo desprendimento que cedi a ela tudo que já tive.
Nossos bens sempre foram compartilhados sem senões. “Leve, só me avise que pegou”. E com este lema, você segue circulando como peça principal de duas vidas. E, no meio disto tudo, acho até que já sente o quanto é especial.
Por algum motivo você veio, resgatou nossos sorrisos, preencheu tudo que era vazio e fez sua mãe perder várias noites de sono, enquanto eu... eu durmo muito bem, obrigada.

21 novembro, 2010

Sábado de rua!

Esse sábado foi bem agitado, de manhã fomos ao shopping com tia Marcella, e vovó, revelar os convites do seu aniversário.
Quem estava lá foi o Papai Noel, e é claro que eu não poderia deixar de registrar sua primeira visita ao colo do bom velhinho!


Você não deu muita atenção a ele,

Gostou mais das luzes de Natal
Quando estávamos indo almoçar, seu pai chamou a gente para ir ao Mercado da Encruzilhada, onde ele estava com tio Wilson. Fomos, e almoçamos por lá mesmo.

No colo do papai você sempre fica bem quietinho...
É amor demais!


Já à noite nos encontramos todos no Vila do Mar, para jantar. Nesse dia conseguimos juntar, na paz, tia Taci e tia Marcella. Até papai deixou de ir trabalhar pra ficar com a gente! Segundo ele, ficou só por causa da sogra dele! rsrsrsrs. Essa tua farrinha, só acabou as 9h da noite, quando levamos você e vovó para casa. Para você era hora de dormir. Para mamãe, a noite estava apenas começando...

16 novembro, 2010

Passeio na Unicap

Não tínhamos nada para fazer hoje à tarde, então fomos lá na Unicap, ver tia Taci e Tio Will.
Para passar o tempo, fomos brincar no jardim do Bloco G, onde está montado um presépio e, além disso, tem patos, gansos e pavão andando por lá.
Você fez uma farra, é claro!
Sentou no camelo.

Pegou na mão do anjo e depois bateu palma para ele.


Viu o pavão de perto.

E queria pegar nele!

À noite, deu muitas risadas no braço de tio Will na Rua do Lazer.
Nesse mesmo dia, tio Felipe foi nos encontrar lá em Fofão depois do trabalho. (só faltou o registro da foto)